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ADAPTAÇÃO NA ESCOLA INFANTIL

Publicado 19/01/2019

A escola infantil constitui uma experiência necessária de socialização para a criança. As brincadeiras e jogos e que acontecem no ambiente escolar estimulam o relacionamento com o mundo à sua volta.

O ingresso da criança na escola é o seu primeiro contato com um grupo de pessoas diferentes de sua família. Por isso, é comum que chore em seus primeiros dias de aula, as reações podem variar muito, tanto em relação às manifestações emocionais quanto ao tempo necessário para se efetivar o processo. Algumas crianças podem apresentar comportamentos diferentes daqueles que normalmente revelam em seu ambiente familiar, como alterações de apetite e retorno às fases anteriores do desenvolvimento. Podem também, adoecer; isolar-se dos demais e criar dependência de um brinquedo, da chupeta ou de um paninho.

Mas a tranquilidade e a segurança dos pais favorecem essa separação transitória. Há mães que não chegam a chorar, mas seus olhos imploram “filho, fique comigo”, embora as palavras o incentivem a ir com a professora. É frequente que no período da adaptação as crianças chorem na presença da mãe, resistindo a entrar na escola, mas uma vez dentro dela, mudam completamente e ficam felizes ao lado dos coleguinhas em pouco tempo.

Os pais devem estimular e preparar a ida para a escola com observações como: você vai brincar, fazer coisas que não faz em casa, fazer novos amiguinhos, pintar, ir ao parquinho, etc. Depois você conta tudo pra mamãe (ou pro papai). Quando a criança sabe que poderá contar tudo aos pais, sente-se mais segura, forte e participativa, mas evite interrogatórios, os pais devem ouvir atentamente a criança, esta é a maneira de estarem presentes, mesmo ausentes.

É importante, nos primeiros dias, e até quando se fizer necessário, que ela venha para a escola com a mãe, pai ou alguém de confiança da criança para que ela possa enfrentar o novo ambiente junto de alguém com quem se sinta segura, a participação da família nesta etapa é fundamental e a escola deve ser tratada em casa como um espaço positivo, que diverte, desenvolve e ensina.

Algumas informações sobre o processo de adaptação:

- A vinda da criança para a escola deve ser planejada pelos pais, é interessante conhecer a rotina da escola.
- A separação, apesar de necessária, é um processo difícil tanto para a criança quanto para os pais, mas é superado em pouco tempo.
- Cuidados devem ser tomados nesse período de adaptação em relação a: troca recente de residência, retirada de chupeta ou fraldas, troca de mobília do quarto da criança, perda de parente próximo ou animalzinho de estimação.
- O choro na hora da separação é frequente e nem sempre significa que a criança não queira ficar na escola e a ausência do choro não significa que a criança não esteja sentindo a separação.
- Despeça-se naturalmente de seu filho e não faça promessas para a criança que não poderá cumprir.
- Não é recomendável que os pais permaneçam na sala de aula por muito tempo, pois dificulta a compreensão da separação.

- Incentive a criança a procurar a ajuda do seu educador quando necessitar algo, para que crie laço afetivo com ele, lembre-se que o educador atende às crianças em grupo, procurando distribuir sua atenção, igualmente, promovendo junto com a mãe/pai a integração da criança.
- O período de adaptação varia de criança para criança, é único e deve ser avaliado individualmente e poderão ocorrer algumas regressões de comportamento durante o período de adaptação.
- A adaptação das crianças de período integral inicialmente deve ser feita em um turno (manhã ou tarde).

A decisão de colocar seu filho na escola deve resultar de uma atitude pensada, consciente e segura e se os pais confiam na escola, sentirão segurança na separação e esse sentimento será transmitido à criança, que suportará melhor a nova situação.

O processo de adaptação depende muito da segurança dos pais.

Silvia Audibert
Psicóloga Clínica
CRP07/09764


COMO E QUANDO TIRAR AS FRALDAS

Publicado 19/01/2019

Quatro passos para tudo dar certo. E no tempo certo!

1. Quando tirar a fralda?
Enviar na mochila do aluno (a) de 6 a 8 cuecas ou calcinhas, dois pares de calçados abertos (chinelo, sandália), várias bermudas, shorts, saia ou vestido. A criança que já sabe andar bem equilibrada e consegue identificar objetos começa a dar sinais de que chegou a hora. Outro sinal é quando ela demonstra incomodo com o uso da fralda. Isso costuma acontecer a partir de 1 ano e o treinamento pode ser iniciado. Ela vai aprender a controlar a saída do xixi e cocô em pouco tempo.
DICA: Inicie o processo no verão porque a criança transpira mais, faz menos xixi, e não veste tanta roupa como no inverno.

2. Como tirar a fralda?
Conhecer o nome dos objetos, como banheiro e papel higiênico, e explorar o ambiente facilita a vida de quem começou a dar os primeiros passos rumo a uma vida sem fraldas. Ensine tudo: sentar no vaso, puxar a descarga, lavar as mãos. Esse período de reconhecimento dura em média, 2 meses.
DICA: Inicie o desfralde colocando SEMPRE a calcinha ou a cueca por cima da fralda.

3. Treinamento diário
O treinamento vai exigir muita paciência e determinação, deixe que fique sentada no vaso se tiver vontade, nunca obrigue nem tenha pressa. Respire fundo e tente outras vezes no mesmo dia. E jamais brigue se não der certo.
DICA: Abra a torneira, massageie a barriga e diga que ele (a) vai ser “grande”, essa fala pode vir associada à imagem do Pai, da Mãe, do mano, do dindo,... é um argumento que funciona bem.

4. Enfim, a retirada.
Quando a criança já consegue dizer quando tem vontade de ir ao banheiro, a fralda pode ser retirada também à noite. Comece diminuindo a ingestão de líquidos à noite e for preciso, acorde-a durante a noite para que a cama não fique molhada. Até os 4 anos, a maioria das crianças abandona as fraldas por completo. O tempo dessa independência pode variar de acordo com o histórico familiar, o tempo de dedicação ao treinamento e o desenvolvimento fisiológico e emocional da criança. Se persistir, peça a avaliação de um especialista, como urologista ou nefrologista.
DICA: Paciência, paciência e mais paciência.

Silvia Audibert
Psicóloga Clínica
CRP07/09764


Tchau, tchau Bico/chupeta.

Publicado 19/01/2019

Geralmente retira-se o bico/chupeta (mamadeira também), a partir de 1 ano e meio até os 3 anos. No processo de retirada a criança tende a sofrer menos do que os pais, que ficam com muita pena do filho, deixando muito inseguro. Não precisa ser assim, esse processo pode ser sem
lágrima, de ambos os lados!

Primeiro passo – Conscientização dos Pais assuma, seu bebê cresceu!
Essas pequenas transições soam aos pais como uma perda, sinais de que seu filho vai se entregando ao mundo, que vai tornando “menos seu”. Racionalmente pode não fazer sentido, mas, emocionalmente, aceitar o crescimento da criança é a primeira batalha a se vencer.
Cabe aos pais mostrar ao filho o que ele ganha ao crescer. E nada de ficar com pena! Por que na hora de trocar a fralda pela cueca é bacana e trocar a mamadeira pelo copinho também.
Não fale que “mamadeira é coisa de bebê” assim, em tom pejorativo, se precisar se referir a isso, opte sempre para o lado positivo, mostrando quanto é bacana crescer e alcançar novas conquistas e aprendizados. Elogiar dizendo que estão muito felizes que ele está crescendo.

Segundo passo, tente aos poucos.
Reduza o tempo que a criança fica com o acessório, espaçando os intervalos. É uma forma de ela começar a se desacostumar. Programe-se, é você quem vai controlar o tempo.
Também é importante não “sequestrá-los”, ou seja, tirá-los quando a criança não estiver olhando, pois ele deve participar do processo. Os pais têm que dizer que estão indo guardar o bico/chupeta ou deixar a criança guardá-la e sempre em um local que ela tenha acesso. Não oculte, não omita a criança sente que está sendo enganada.
“O desafio não é retirar o objeto, mas fazer com que a criança não precise dele”.

Terceiro passo, fora o prendedor.
Se costuma usar a chupeta presa na roupa, tire o prendedor já! O uso excessivo provoca danos na musculatura oral, que não é fortalecida de forma adequada. A arcada dentária também pode ficar deformada e muitas vezes comprometida.

Quarto passo retire a chupeta durante a noite.
Tente retirar, com delicadeza, a chupeta da boca da criança depois que ela pegar no sono: avise-a, antes de ela adormecer, que você fará isso e explique que deixará o acessório ao lado dela, no travesseiro. Caso ela acorde e queira, poderá recolocar a chupeta novamente. “Jamais descumpra o combinado, sumindo com o objeto”.

Quinto passo, falar apenas de boca vazia.
Peça para seu filho/a tirar a chupeta da boca antes de falar: insista, todas as vezes que ele/a quiser dizer algo, explicando que é impossível compreender o que está sendo dito. Não se esforce para entender, porque assim você pode ceder e fazer o que a criança está querendo.

Silvia Audibert
Psicóloga Clínica
CRP07/09764


Mordidas: esclarecimentos importantes

Publicado 19/01/2019

As mordidas são comuns nessa fase da idade entre 1 e 3 anos, quando a criança encontra-se na fase oral do desenvolvimento da personalidade, ou seja, ela explora o mundo e exprime suas emoções através da boca.
A criança tem o seu primeiro contato com o mundo através da boca, pelo seio materno, que lhe proporciona o prazer de saciar sua fome. Em razão dessa relação de prazer, à medida que cresce, leva outras coisas à boca, como as mãos, os pés e os brinquedos. Através desse contato, aos poucos vai percebendo várias diferenças como doce e salgado, duro e mole. E na escola, ao morder um amigo, descobre novas sensações de prazer, como em ver o susto, a reação, o choro do outro. A partir dessa sensação agradável, volta a fazer repetidamente.
As mordidas acontecem em situações de disputa por brinquedos ou quando entra uma criança nova no grupo, causando emoções como insegurança, medo da perda ou ciúmes do novato, já que a professora está com a atenção mais voltada para o mesmo.
Também pode expressar que algo não anda bem no ambiente familiar. Como não consegue administrar seus sentimentos, manifesta o incômodo através da mordida.
Por vezes, os pais brincam de morder os filhos. Isso provoca confusão na mente da criança, que ainda não controla seus impulsos e não sabe distinguir o certo e o errado.
A mordida na escola é uma situação constrangedora para todos os envolvidos. Os pais da criança que mordeu sentem-se mal, ficam envergonhados, e os pais da criança agredida ficam chateados com o machucado do filho e sentem-se culpados por deixarem a criança na escola. Já a escola, por sua vez, tem a difícil tarefa de mediar as relações entre as crianças e seus familiares, a fim de amenizar os sentimentos negativos da situação.
Nessas circunstâncias, o manejo deve ser efetuado através da conversa, mostrando para os alunos que devem respeitar os amigos, tratá-los bem, com carinho e mostrar que a criança machucada fica triste, que chora por ter sentido dor. Impeça que a criança sinta-se premiada com o comportamento inadequado. Ela não deve usufruir daquilo que conquistou à base da mordida (isso vale para chutes, beliscões, tapas, arranhões). Além disso, estimule sempre um pedido de desculpas e peça ajuda para curar o machucado do colega.
Se você perceber a necessidade de uma medida punitiva, combine o que acontecerá se o ato voltar a ser praticado e cumpra o combinado. Voltar atrás é dizer que você não tem certeza de sua decisão. Vale lembrar que a punição não deve ser física e sim, através do castigo.
Com o tempo, a criança aprende outras formas de se expressar e deixa as mordidas de lado. Se isso não acontecer a partir dos 3 ou 4 anos, e seu filho continuar a usar a mordida para aliviar tensões, é melhor ficar atenta.

Silvia Audibert
Psicóloga Clínica
CRP07/09764