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ADAPTAÇÃO ESCOLAR

Toda a situação nova tende a gerar um certo grau de ansiedade em quem a vivencia. O ingresso escolar, a troca de escola ou mesmo de turma costuma deixar as crianças e seus pais inseguros; entretanto, a postura dos responsáveis envolvidos nesse processo é determinante para que haja uma adaptação adequada.

Alguns sintomas são comuns e transitórios frente ao ingresso na escola: choro antes e durante a chegada, recusa em ficar longe da figura de apego, episódios de choro isolados, recusa em alimentar-se, desconfiança, retraimento, dificuldade para dormir, pesadelos, manha, birra, acessos de raiva ou irritabilidade, mal estar físico (febre, diarréia, vômito...) entre outros. Entretanto, um objeto pode ajudar a criança a ficar mais tranquila; algo que ela costuma ter por perto (paninho, coberta, bichinho), do qual gosta muito, substitui temporariamente a figura de apego, transmitindo mais segurança no enfrentamento. Outra alternativa, se a criança não possui um objeto especial, é um objeto da mãe ou de quem for leva-la à escola; assim ela supostamente terá a “garantia” que virão busca-la. 

Quando o filho é emocionalmente muito dependente da mãe, a ponto de não poder perdê-la de vista e só ficar tranqüilo na sua presença, a entrada na escola provavelmente será angustiante para essa dupla; esse padrão de vínculo denota uma dificuldade de separação entre ambos e um comprometimento emocional principalmente da figura materna. A mãe que se sente carente, sozinha, desvalorizada, tem mais chances de ver o filho como a única razão da sua existência e de estabelecer esse tipo de relação simbiótica; quando o casamento está em crise, a criança se torna o escudo, impedindo a aproximação afetiva, física e sexual do casal. Outra circunstância que leva ao padrão de apego ansioso é a ambivalência de sentimentos: a mãe ou o pai rejeita o filho em algum momento desde a sua concepção e, consciente ou inconscientemente, tenta compensar esse sentimento através da superproteção; ainda, a oscilação entre o amor e a raiva sentida pela figura materna ou paterna acarreta instabilidade de limites e medo de abandono. Transtornos depressivos, ansiosos e de conduta são algumas das conseqüências dessas relações vinculares.

A criança que sofre excessivamente com a separação / afastamento dos pais pode ser portadora do Transtorno de Ansiedade de Separação, cujos critérios diagnósticos são:
A. Ansiedade inapropriada e excessiva em relação ao nível de desenvolvimento, envolvendo a separação do lar ou de figuras de vinculação, evidenciada por três (ou mais) dos seguintes aspectos:

(1) sofrimento excessivo e recorrente frente à ocorrência ou previsão de afastamento de casa ou de figuras importantes de vinculação;
(2) preocupação persistente e excessiva acerca de perder, ou sobre possíveis perigos envolvendo figuras importantes de vinculação;
(3) preocupação persistente e excessiva de que um evento indesejado leve à separação de uma figura importante de vinculação (por ex., perder-se ou ser seqüestrado);
(4) relutância persistente ou recusa a ir para a escola ou a qualquer outro lugar, em razão do medo da separação;
(5) temor excessivo e persistente ou relutância em ficar sozinho ou sem as figuras importantes de vinculação em casa ou sem adultos significativos em outros contextos;
(6) relutância ou recusa persistente a ir dormir sem estar próximo a uma figura importante de vinculação ou a pernoitar longe de casa;
(7) pesadelos repetidos envolvendo o tema da separação;
(8) repetidas queixas de sintomas somáticos (tais como cefaléias, dores abdominais, náusea ou vômitos) quando a separação de figuras importantes de vinculação ocorre ou é prevista.

B. A perturbação tem uma duração mínima de 4 semanas.

OBS.: Este transtorno predispõe ao desenvolvimento de T. Humor e Transtorno de Pânico.

Nunca saia escondido de seu filho. Despeça-se naturalmente, seja na escola ou em outro lugar, sem protelar o afastamento. Se os pais confiam na escola ou na pessoa que irá ficar com seu filho, sentirão segurança na separação e esse sentimento será transmitido à criança, que suportará melhor a nova situação.
A adaptação das crianças de período integral inicialmente deve ser feita em um turno (manhã ou tarde), se possível. Tratando-se de um bebê, e principalmente se ele ainda for amamentado, o desmame deve ser gradual, bem como a introdução da mamadeira e da comida pastosa ou sólida. 

Dra. Patrícia Fasolo Romani
Psicóloga, Psicoterapeuta, Mestre em Saúde Coletiva

 

 

Prezados Pais

Gostaria de alertá-los para uma questão importante, provavelmente mais importante do que vocês imaginam... Beijar seu filho (a) na boca pode trazer alguns incômodos!

O 1° incômodo diz respeito à saúde bucal. A cárie é uma doença provocada por bactérias que aproveitam os restos dos alimentos que ficam na boca, comprometendo os dentes.   Por isto, o adulto não deve beijar a criança na boca, nem se alimentar utilizando o mesmo talher, pois estará transmitindo essas bactérias.

O 2° incômodo refere-se à erotização que esse gesto pode provocar principalmente se for acompanhado de outros hábitos como dormir na mesma cama que os pais. Não subestime seu filho (a) e sua capacidade de fantasiar, bem como de perceber o que acontece à sua volta, inclusive quando ele aparenta estar dormindo. A estimulação acentuada leva ao interesse precoce, podendo desencadear comportamentos sexuais impróprios.

São comuns as crianças tentarem beijar seus pais na boca “como na novela”.  A dificuldade em diferenciar um comportamento tipicamente adulto de um comportamento infantil pode culminar no 3° incômodo.  

O constrangimento perante os outros pode ser o 4° incômodo. Na nossa cultura, o beijo na boca tem uma conotação predominantemente sexual. A criança reproduz o que vivencia com os pais, e naturalmente vai de encontro a um colega e o beija na boca; este, por sua vez, tenta fazer o mesmo com outro colega ou adulto, que pode ser a professora ou sua mãe, por exemplo. Certamente, vários pais não irão gostar dessa atitude!

Demonstre seu amor sem prejudicar seu filho!

Patrícia Fasolo Romani
Psicóloga, Especialista em Psicologia Clínica, Mestre em Saúde Coletiva.

 

Prezados Pais

Vamos aproveitar a comemoração da Páscoa para retirar o bico e a mamadeira dos seus filhos?  É um ótimo pretexto para suspender o uso desses complementos, que infantilizam as crianças acima de 3 anos, deixando-as mais inseguras, dependentes e regressivas, bem como estragam os dentes e atrapalham a fala.

Cabe ressaltar que a idade limite para o uso do bico e da mamadeira encerra-se aos 2 anos e meio, e que a estimulação demasiada da sucção da boca pode acarretar problemas futuros tais como tabagismo, drogadição, alcoolismo, comer compulsivo, entre outros.

Sugiro que incentivem seu filho (a) a entregar o bico e/ou mamadeira para o coelho, e este, em troca, pode deixar um presentinho, como substituto; assim, a criança aceitará mais facilmente desfazer-se do pertence.

Atenciosamente,
Patrícia Fasolo Romani
Psicóloga

 

Prezados Pais

Este comunicado tem a função de lembrá-los que os filhos de vocês são pequenos e por isso, conseguem aprender quando há uma continuidade naquilo que é ensinado.

O tempo deles é diferente do nosso tempo; dois dias sem vir à escola no final de semana representam muito mais! Por isso, necessitamos que vocês mantenham em casa o que tentamos ensinar aqui, e neste momento, as tentativas de retirada das fraldas servem de exemplo. Alguns pais solicitaram que as profes iniciassem esse processo, contudo não dão continuidade no sábado e domingo. Resultado: segunda-feira, elas têm que recomeçar o que já estava em andamento e o processo leva mais tempo ainda...

Lembrem: esta é a melhor época para as crianças que já estão maduras fazerem essa transição, devido ao calor.

Patrícia Fasolo Romani
Psicóloga da Escola

 

FRALDAS: QUANDO E COMO RETIRÁ-LAS DO SEU FILHO (A)

O treinamento para retirada das fraldas deve começar quando a criança aponta ou comunica que está suja ou que está fazendo xixi ou cocô. Compre um penico e, se possível, leve-a junto para escolher; a criança precisa ser estimulada a sentar nele com roupa, enquanto os pais explicam para quê serve. Quando a criança estiver familiarizada, coloque o penico no banheiro e passe o cocô da fralda para o penico na presença dela, sempre conversando e explicando o que acontece. Comece a deixar a criança de calcinha ou cueca sentada no penico. Quando a criança conseguir passar grande parte do dia seca, já se pode retirar a fralda.  Várias vezes ao longo do dia proponham a ida da criança ao banheiro. Após o início do controle, ainda leva de 5 a 6 meses para que ele se concretize. NÃO SE ANGUSTIE; NÃO ANTECIPE O PROCESSO. SEU FILHO PRECISA ESTAR SUFICIENTEMENTE MADURO; FORÇÁ-LO PODE GERAR PROBLEMAS FUTUROS. O PERÍODO CONSIDERADO NORMAL PARA ISSO ACONTECER VAI DOS 2 AOS 3 ANOS.  

Nunca retarde a ida ao banheiro quando a criança pedir. Respeite seus limites e capacidades. A fralda noturna pode ser retirada quando a criança começar a acordar seca. Isso acontece logo depois do controle diurno. As fezes são controladas um pouco mais adiante. Prepara-se para encontrar a cama molhada no começo; isso é normal. Entre os dois e cinco anos de idade, a criança não tem total controle dos esfíncteres e podem ocorrer “acidentes”. Evite oferecer líquido à noite e leve a criança ao banheiro antes de deitar ou mesmo durante a noite.

O temperamento da criança também é um fator importante neste treinamento. Crianças com dificuldades em cumprir ordens e relação tumultuada com os pais, teimosas e birrentas podem não querer colaborar. Não bata ou castigue a criança por ter fracassado na tentativa; essa atitude só atrapalha o aprendizado dela. Muitas vezes poderá ficar sentada no penico e no vaso sanitário sem fazer nada e assim que sair urinar ou fazer cocô na roupa. Limpe a criança e faça tudo de modo natural. Elogie quando ela pedir para ir ao banheiro.

Meninos e meninas aprendem primeiramente sentados. Os meninos devem ser estimulados a fazer xixi em pé como o papai, depois do controle já adquirido.
Algumas crianças podem regredir nesse processo, ou seja, voltar a fazer xixi ou cocô na roupa. Um motivo bastante comum para isso é a chegada de um irmãozinho; nesse caso, é fundamental explicar, repetidamente, que cada filho tem seu espaço na casa (sua cama, seus pertences) e no coração dos pais, que cada pessoa é especial, pois é única!

Dra. Patrícia Fasolo Romani
Psicóloga, Psicoterapeuta, Mestre em Saúde Coletiva

 

Mãe Má.......

Um dia, quando meus filhos forem crescidos o suficiente para entenderem a lógica que motiva os pais, eu hei de dizer-lhes:

Eu amei você o suficiente para ter perguntado aonde ia, com quem ia e a que horas retornaria para casa.

Eu amei você o suficiente para ter insistido que juntasse seu próprio dinheiro e comprasse a bicicleta que queria tanto, mesmo com vontade de dar-lhe de presente.

Eu amei você o suficiente para ter ficado em silêncio, depois de alguns conselhos, e deixado que descobrisse que seu novo amigo não era boa companhia.

Eu amei você o suficiente para lhe fazer pagar o chocolate que pegou do supermercado, e assumir o erro dizendo ao dono: "Eu peguei isto ontem; fiz errado, peço desculpas e vou pagar".

Eu amei você o suficiente para ter ficado ao seu lado por 2 horas, enquanto limpava o seu quarto, tarefa que eu teria realizado em 15 minutos e melhor ainda.

Eu amei você o suficiente para deixá-lo conhecer minha brabeza, meu desapontamento e lágrimas nos meus olhos.

Eu amei você o suficiente para deixá-lo assumir a responsabilidade pelos seus atos, mesmo quando as penalidades eram tão duras que me partiam o coração.

Mais do que tudo, eu amei você o suficiente para dizer não mesmo sabendo que sentiria raiva de mim por isso; essas eram as batalhas mais difíceis, ainda que passageiras. Estou contente, venci, porque no final vocês venceram também! E qualquer dia, quando os seus filhos forem crescidos o suficiente para entenderem a lógica que motiva os pais, você vai dizer, quando eles perguntarem se a sua mãe era má...

"Sim, era má; era a pior mãe do mundo! Os outros comiam doces e lanches no almoço, e nós tínhamos de comer: arroz, feijão, carne e salada. Os outros bebiam refrigerante e nós, suco ou água. E parece impossível, mas a nossa mãe obrigava-nos a jantar na mesa, sem ver TV, bem diferente das outras mães.  A nossa mãe insistia em saber onde nós estávamos; era quase uma prisão. Ela tinha que saber quem eram os nossos amigos e o que nós fazíamos com eles. Nós tínhamos vergonha de admitir, mas precisávamos lavar a louça, fazer as camas, lavar a roupa, aprender a cozinhar, limpar o chão, esvaziar o lixo. Eu acho que ela nem dormia à noite e ficava pensando em coisas para nos mandar fazer...”

“Ela insistia para dizermos a verdade, por pior que fosse. Quando nos tornamos adolescentes, ela conseguia ler nossos pensamentos e perceber o que sentíamos. Enquanto a gurizada podia sair à noite com 12, 13 anos, nós tivemos que esperar até os 15. Por causa da nossa mãe, nós perdemos grandes experiências: nenhum de nós esteve envolvido em acidente, pichação, pancadaria, tráfico de drogas, assalto, nem fomos presos. Foi tudo por causa dela!”

“Agora que já saímos de casa, somos adultos honestos, educados e nos esforçamos para sermos "maus pais", tal como foram conosco.”

Dra. Patrícia Fasolo Romani
Psicóloga, Psicoterapeuta, Mestre em Saúde Coletiva

 

Mordidas: esclarecimentos importantes

As mordidas são comuns nas escolas de educação infantil, principalmente entre 2 e 3 anos, quando a criança encontra-se na fase oral do desenvolvimento da personalidade, ou seja, ela explora o mundo e exprime suas emoções através da boca.

A criança tem o seu primeiro contato com o mundo através da boca, pelo seio materno, que lhe proporciona o prazer de saciar sua fome. Em razão dessa relação de prazer, à medida que cresce, leva outras coisas à boca, como as mãos, os pés e os brinquedos. Através desse contato, aos poucos vai percebendo várias diferenças como doce e salgado, duro e mole. E na escola, ao morder um amigo, descobre novas sensações de prazer, como em ver o susto, a reação, o choro do outro. A partir dessa sensação agradável, volta a fazer repetidamente.

As mordidas acontecem em situações de disputa por brinquedos ou quando entra uma criança nova no grupo, causando emoções como insegurança, medo da perda ou ciúmes do novato, já que a professora está com a atenção mais voltada para o mesmo. Também pode expressar que algo não anda bem no ambiente familiar. Como não consegue administrar seus sentimentos, manifesta o incômodo através da mordida.
Por vezes, os pais brincam de morder os filhos. Isso provoca confusão na mente da criança, que ainda não controla seus impulsos e não sabe distinguir o certo e o errado.

A mordida na escola é uma situação constrangedora para todos os envolvidos. Os pais da criança que mordeu sentem-se mal, ficam envergonhados, e os pais da criança agredida ficam chateados com o machucado do filho e sentem-se culpados por deixarem a criança na escola. Já a escola, por sua vez, tem a difícil tarefa de mediar as relações entre as crianças e seus familiares, a fim de amenizar os sentimentos negativos da situação.
Nessas circunstâncias, o manejo deve ser efetuado através da conversa, mostrando para os alunos que devem respeitar os amigos, tratá-los bem, com carinho e mostrar que a criança machucada fica triste, que chora por ter sentido dor. Impeça que a criança sinta-se premiada com o comportamento inadequado. Ela não deve usufruir daquilo que conquistou à base da mordida (isso vale para chutes, beliscões, tapas, arranhões). Além disso, estimule sempre um pedido de desculpas e peça ajuda para curar o machucado do colega.

Se você perceber a necessidade de uma medida punitiva, combine o que acontecerá se o ato voltar a ser praticado e cumpra o combinado. Voltar atrás é dizer que você não tem certeza de sua decisão. Vale lembrar que a punição não deve ser física e sim, através do castigo.
Com o tempo, a criança aprende outras formas de se expressar e deixa as mordidas de lado. Se isso não acontecer a partir dos 3 ou 4 anos, e seu filho continuar a usar a mordida para aliviar tensões, é melhor ficar atenta.  Mordidas demais sinalizam agressividade sem controle!

Dra. Patrícia Fasolo Romani
Psicóloga, Psicoterapeuta, Mestre em Saúde Coletiva

 

Prezados Pais

Após a leitura das avaliações da odontopediatra, obtive a confirmação do que já havia constatado: vários alunos estão com bruxismo, que é uma manifestação de ansiedade. No intuito de auxiliar na diminuição do sintoma e também, no alívio da ansiedade em geral, proponho que façam com seus filhos os seguintes exercícios (principalmente antes de dormir):

EXERCÍCIOS PARA ALIVIAR A ANSIEDADE INFANTIL

IMAGINE, COMO SE FOSSE VERDADE, QUE VOCÊ ESTÁ DEITADO NA AREIA DE UMA PRAIA TRANQUILA, NUM DIA ENSOLARADO DE VERÃO. VEJA-SE LÁ, ADMIRANDO O CÉU AZUL, O MAR LIMPO E CALMO. SE QUISER, PODE DAR UM MERGULHO NESSA ÁGUA DE TEMPERATURA AGRADÁVEL, MAS SEMPRE EM SEGURANÇA. FIQUE UM TEMPO MENTALIZANDO ESSA PAISAGEM E SENTINDO TUDO QUE EXISTE ALI DE UM JEITO SEGURO E PRAZEIROSO.

IMAGINE QUE VOCÊ ESTÁ NA SUA CASA COMEMORANDO SEU ANIVERSÁRIO. ALGUÉM TRAZ O BOLO COM AS VELINHAS PRA VOCÊ SOPRAR, DE ACORDO COM A IDADE QUE VAI FAZER. VOCÊ PRECISA ENCHER OS PULMÕES DE AR, MAS ISSO DEVE SER FEITO DEVAGAR, ATRAVÉS DO NARIZ APENAS. PUXE O AR PELO NARIZ LENTAMENTE, ATÉ SENTIR QUE ESTÁ TOTALMENTE CHEIO; ENTÃO, CONTE ATÉ 5 E SOLTE O AR PELA BOCA LENTAMENTE, ATÉ SENTIR-SE ESVAZIADO TOTALMENTE. DEPOIS DE ALGUNS SEGUNDOS, AS VELAS NOVAMENTE SE ACENDEM E VOCÊ PRECISA REPETIR O QUE FEZ ANTES. AS VELAS REACENDEM MAIS 3 VEZES E VOCÊ FAZ A MESMA COISA.

IMAGINE UM CÉU AZUL E MUITO BONITO, CHEIO DAQUELAS NUVENS BRANQUINHAS E GRANDES... AGORA PRESTE ATENÇÃO A UMA DELAS EM ESPECIAL... IMAGINE-A COMO SE FOSSE UM GRANDE SOFÁ NO QUAL VOCÊ VAI SE SENTAR... ACOMODE SEU CORPO NELA... ELA VAI ACONCHEGANDO DE TAL MANEIRA QUE PERMITE QUE VOCÊ SE SOLTE COMPLETAMENTE, CONFORTAVELMENTE... E A NUVEM VAI LEVANDO VOCÊ LÁ PARA O ALTO, EM TOTAL SEGURANÇA... AOS POUCOS ELA VAI SUBINDO... LENTAMENTE... E VOCÊ VAI SENTINDO COMO SE ESTIVESSE FLUTUANDO... SOLTANDO... SENTINDO O AR SUAVEMENTE NO SEU ROSTO... VENDO AS COISAS LÁ EMBAIXO, BEM DISTANTE ... SEM PERTURBAREM VOCÊ AGORA... E TRANQUILAMENTE APROVEITE PARA RELAXAR E SE SOLTAR NESTA NUVEM GOSTOSA... DEIXE A NUVEM VOAR POR ONDE VOCÊ QUISER... APROVEITE PARA RESPIRAR... E PASSEAR TAMBÉM... VOANDO, SENTINDO-SE CADA VEZ MAIS LEVE... MAIS LEVE... COMPLETAMENTE A VONTADE... E AOS POUCOS, VOCÊ VAI VOLTANDO... A NUVEM VAI TRAZENDO VOCÊ DE VOLTA... MAIS LEVE, MAIS SOLTO, MAIS RELAXADO... E AO CHEGAR AQUI, VOCÊ PODE DESCER DA NUVEM, SENTINDO-SE SEGURO, TRANQUILO E SATISFEITO! 

Patrícia Fasolo Romani
Psicóloga, Especialista em Psicologia Clínica, Mestre em Saúde Coletiva
CRP 07/08224

 

Prezados Pais

     Vamos aproveitar a comemoração da Páscoa para retirar o bico e a mamadeira dos seus filhos?  É um ótimo pretexto para suspender o uso desses complementos, que infantilizam as crianças acima de 3 anos, deixando-as mais inseguras, dependentes e regressivas, bem como estragam os dentes e atrapalham a fala.
     Cabe ressaltar que a idade limite para o uso do bico e da mamadeira encerra-se aos 2 anos e meio, e que a estimulação demasiada da sucção da boca pode acarretar problemas futuros tais como tabagismo, drogadição, alcoolismo, comer compulsivo, entre outros.
     Sugiro que incentivem seu filho (a) a entregar o bico e/ou mamadeira para o coelho, e este, em troca, pode deixar um presentinho, como substituto; assim, a criança aceitará mais facilmente desfazer-se do pertence.

Atenciosamente,
Patrícia Fasolo Romani
Psicóloga

 

FRALDAS: QUANDO E COMO RETIRÁ-LAS DO SEU FILHO (A)

     O treinamento para retirada das fraldas deve começar quando a criança aponta ou comunica que está suja ou que está fazendo xixi ou cocô. Compre um penico e, se possível, leve-a junto para escolher; a criança precisa ser estimulada a sentar nele com roupa, enquanto os pais explicam para quê serve.      Quando a criança estiver familiarizada, coloque o penico no banheiro e passe o cocô da fralda para o penico na presença dela, sempre conversando e explicando o que acontece. Comece a deixar a criança de calcinha ou cueca sentada no penico. Quando a criança conseguir passar grande parte do dia seca, já se pode retirar a fralda. Várias vezes ao longo do dia proponham a ida da criança ao banheiro. Após o início do controle, ainda leva de 5 a 6 meses para que ele se concretize. NÃO SE ANGUSTIE; NÃO ANTECIPE O PROCESSO. SEU FILHO PRECISA ESTAR SUFICIENTEMENTE MADURO; FORÇÁ-LO PODE GERAR PROBLEMAS FUTUROS. O PERÍODO CONSIDERADO NORMAL PARA ISSO ACONTECER VAI DOS 2 AOS 3 ANOS.
     Nunca retarde a ida ao banheiro quando a criança pedir. Respeite seus limites e capacidades. A fralda noturna pode ser retirada quando a criança começar a acordar seca. Isso acontece logo depois do controle diurno. As fezes são controladas um pouco mais adiante. Prepara-se para encontrar a cama molhada no começo; isso é normal. Entre os dois e cinco anos de idade, a criança não tem total controle dos esfíncteres e podem ocorrer “acidentes”.      Evite oferecer líquido à noite e leve a criança ao banheiro antes de deitar ou mesmo durante a noite.
     O temperamento da criança também é um fator importante neste treinamento. Crianças com dificuldades em cumprir ordens e relação tumultuada com os pais, teimosas e birrentas podem não querer colaborar. Não bata ou castigue a criança por ter fracassado na tentativa; essa atitude só atrapalha o aprendizado dela. Muitas vezes poderá ficar sentada no penico e no vaso sanitário sem fazer nada e assim que sair urinar ou fazer cocô na roupa. Limpe a criança e faça tudo de modo natural. Elogie quando ela pedir para ir ao banheiro.
     Meninos e meninas aprendem primeiramente sentados. Os meninos devem ser estimulados a fazer xixi em pé como o papai, depois do controle já adquirido.
     Algumas crianças podem regredir nesse processo, ou seja, voltar a fazer xixi ou cocô na roupa. Um motivo bastante comum para isso é a chegada de um irmãozinho; nesse caso, é fundamental explicar, repetidamente, que cada filho tem seu espaço na casa (sua cama, seus pertences) e no coração dos pais, que cada pessoa é especial, pois é única!

Dra. Patrícia Fasolo Romani
Psicóloga, Psicoterapeuta, Mestre em Saúde Coletiva



Amamentação: quando e por que parar!

          Tenho me deparado com várias crianças acima de 1 ano que ainda mamam no peito, e  isso tem me preocupado bastante!
          As campanhas de aleitamento materno, bem como os pediatras em geral, recomendam que as mães amamentem seus filhos. Hoje sabemos que o leite possui vários nutrientes necessários ao desenvolvimento da criança, bem como reforça seu sistema imunológico. Essa é uma grande verdade, e toda a mãe que puder, deve dar o peito ao seu filho. Por outro lado, pesquisas recentes na área da saúde materno-infantil mostram os efeitos prejudiciais da amamentação tardia.
          Em termos emocionais, podemos considerar saudável amamentar o bebê até por volta dos 7 meses. Quando o comodismo fala mais alto, torna-se mais fácil “dar a teta” do que preparar a comida ou agüentar a criança chorando... Nem sempre o choro significa fome! Aliás, se cada vez que a criança chorar ou incomodar lhe derem o peito ou a mamadeira, estarão condicionando-a a resolver todas as suas frustrações através da comida!
          Eis a questão preocupante: amamentar até quando? Menos de 3 meses ou mais do que 9 meses, o bebê estará predisposto à voracidade, angústia, insegurança e uma série de outros sintomas. Quando ensinamos à criança que sua boca é a única fonte de prazer e alívio, ela buscará no futuro formas de compensar o desprazer que a vida normal proporciona nos vícios, como por exemplo, o tabagismo, o alcoolismo, a drogadição e o comer compulsivo.
          Resumindo, a falta e o excesso de estimulação da boca através da amamentação, da mamadeira, do bico e da comida em quantidade tende a gerar adultos dependentes, inseguros, insatisfeitos com tudo, ansiosos, depressivos e com uma dificuldade enorme em lidar com os empecilhos, com as perdas, com os “nãos” dentro e fora de casa. 
          Lembrem-se pais: a decisão da hora de parar compete a vocês, não à criança! Quem tem que dar o basta é a mãe, mesmo que ainda haja leite e a criança queira mamar... O limite é indispensável para a saúde física e mental dos seus filhos!

Patrícia Fasolo Romani
Psicóloga, Especialista em Psicologia Clínica, Mestre em Saúde Coletiva.