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PALMADA EDUCA?

Muito vem se discutindo sobre dar limites aos filhos e cada vez mais pais aderem à tendência de educa-los com base no bom diálogo, evitando ou mesmo abolindo os tapinhas e as palmadinhas corretivas. Agora, esse novo jeito de educar virou um projeto de lei que tramita pelo Congresso Nacional  e recebe apoio de alguns profissionais da educação e da saúde.
Mas por que não bater ?

  • Porque bater nada tem a ver com ensinar e dar limites, são atitudes opostas.
  • Porque com o tempo o tapinha e a palmadinha no bumbum deixar de surtir efeito.
  • A criança até pode obedecer após uma palmada, mas não aprende verdadeiramente, apenas tem medo de apanhar novamente.
  • Porque depois da palmada  sempre, ou quase sempre surge a culpa por parte dos pais.
  • Porque mostra que bater é uma forma de se comunicar e resolver conflitos e isto pode influenciar no relacionamento com os coleguinhas da escola.

O que a criança aprende através da palmada?

  • A ter medo do maior, do mais forte ou do poderoso.
  • A perda do interesse da atividade em que estava fazendo no momento em que apanhou.
  •  Que é válido ter um comportamento agressivo.
  • Que a força e a violência  são mais importantes do que o diálogo.
  • Que omitir ou ocultar fatos pode dar bons resultados.
  • Que os pais não são confiáveis.

Mas como dar limites sem bater?

  • Através do carinho, amor , reflexão e diálogo.
  • Premiando ou recompensando o bom comportamento e entendendo que premiar não é obrigatoriamente dar coisas materiais.
  • Fazendo com que a criança assuma as consequências dos seus atos.

Acredito que o importante não é debater simplesmente a  lei  e sua eficácia, mas sim refletir  sobre os melhores caminhos da educação em nosso país. E que usar o diálogo para resolver os problemas indisciplinares deve ser sempre a primeira opção de pais e educadores. Mais informações pelo fone 3454 -4092.

Letícia Casonatto
Pedagoga e Psicopedagoga Clínica e Institucional da Clínica Jeito de Ser.
Esp. em Neuropsicopedagogia e Inclusão Escolar.
3454- 40-92

 

A importância do brincar para o desenvolvimento infantil


O brincar ou o jogo contribuem de diversas formas no desenvolvimento da criança. Ensina a escolher, assumir, participar, delegar e postergar, permitindo que as crianças sejam parte ativa nessa seleção. Elas se constituem como sujeitos sociais à medida em que interagem com o outro na troca, no conflito, na conquista das relações, possibilitando construção de representações.
A função do brincar na infância é tão importante e indispensável quanto comer, falar, dormir etc. É por meio dessa atividade que a criança alimenta seu sistema emocional, psíquico e cognitivo. Ela elabora e reelabora toda sua existência por meio da linguagem do brincar, do lúdico e das interações, construindo o seu conhecimento com prazer.
A brincadeira permeia a própria existência humana, porém, durante os seis primeiros anos de vida, a criança utiliza-se dessa linguagem para se expressar e para compreender o mundo e as pessoas. Ela desenvolve, gradativamente, competências pra compreender e atuar sobre o mundo.
Ao brincar, a criança entra definitivamente no mundo das aprendizagens concretas. Ela elabora hipóteses e as coloca em prática, constrói objetos e manipula as possibilidades de seu universo.
As brincadeiras contribuem para o desenvolvimento e amadurecimento do cérebro, quanto mais a criança brinca, pula, corre, canta, faz de conta, mais sinapses ela terá no cérebro.
Os pais devem ficar atentos a faixa etária da criança e o tipo de brinquedo mais adequado:
- Até os 9 meses o bebê está descobrindo formas , sons e cores a sua volta. Opte por brinquedos leves de diversas formas e cores.
- Dos 9 meses até os 12 meses as crianças gostam de pegar tudo o que veem . Escolha brinquedos de várias texturas e materiais ( tecido, borracha, plástico, madeira...).
- 1 ano :as habilidades manuais e corporais devem ser desenvolvidas. Ofereça jogos de encaixe, empurrar, abrir e fechar para estimular a coordenação motora.
- 2 anos: aproveite as habilidades já conquistadas e ofereças brinquedos com peças para montar.
- 3 aos 5 anos: a criança nesta fase gosta de imitar o adulto , ofereça panelinhas, carrinhos, casinhas, fantoches.
- 5 aos 7 anos: as brincadeiras em grupo ganham importância. As crianças irão gostar de jogos que possam brincar com seus amiguinhos.
- 7 aos 9 anos: jogos de raciocínio e memória, como dominó e quebra-cabeça.
-9 aos 12 anos: o desenvolvimento físico e motor já está preparado para atividades mais complexas. Geralmente nesta idade eles gostam de jogos ativos e eletrônicos.
Mais informações pelo telefone 3454- 40-92
Letícia Casonatto – Pedagoga e Psicopedagoga Clínica e Institucional
Esp. em Neuropsicopedagogia e Inclusão Escolar.

Letícia Casonatto
Pedagoga e Psicopedagoga esp. em Neuropsicopedagogia e Inclusão Escolar
Profissional da Clínica Jeito de Ser.
Telefone: (54) 34544092