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Língua presa e língua solta

Atualizado 03/02/2019

Os conceitos de língua presa e língua solta são normalmente confundidos pelas pessoas. A língua presa é decorrente de um problema anatômico, de nascença. O frênulo lingual que está curto ou com inserção anteriorizada impede a movimentação adequada da língua dentro da boca, provocando alterações funcionais na fala, mastigação ou deglutição. Devido à restrição anatômica, são criadas compensações para determinados sons que não conseguem ser produzidos corretamente, a fala é mais travada, com dificuldades nas palavras que contenham os sons do “l” e “r”. A língua presa necessita de uma cirurgia simples, com o dentista, seguido ou não de fonoterapia, dependendo das funções alteradas.
A língua solta ou ceceio é causada pela flacidez da musculatura da língua e fica evidente na fala na produção dos sons “s” e “z”, quando a língua se projeta entre os dentes. Como exemplo desta distorção na fala, temos o ex presidente Luís Inácio Lula da Silva. A língua que é flácida, solta e gordinha é projetada para frente (ceceio anterior) ou para os lados (ceceio lateral) durante a fala. O ceceio pode ser causado por diversas razões como hereditariedade, tamanho da língua (ser maior que a estrutura óssea ou dentária), musculatura da língua flácida, problemas respiratórios (boca permanece aberta ao dormir com a língua acomodada na arcada inferior), alterações na arcada dentária, causadas principalmente pelo uso da mamadeira, chupeta, ou sucção de dedo.
Em ambas as situações é recomendado que seja realizada uma avaliação fonoaudiológica.

Renata Veronese
Fonoaudióloga CRFa 9399RS

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Influência da alimentação na fala.

Atualizado 03/02/2019

A correta alimentação da criança é importante para que ela possa exercitar várias funções como a sucção, a mastigação, a deglutição (engolir) e a respiração.
Ao sugar o bico da mama durante a amamentação, o bebê executa um movimento chamado de preensão. Por meio dele, ele prepara os órgãos da fala (língua, lábios e bochechas) pois exercita todas as estruturas envolvidas no crescimento ósseo da face como as articulações temporo-mandibulares, além da própria coordenação da sucção com a respiração e a deglutição.
Já a mastigação, que inicia no primeiro contato da criança com alimentos, por volta dos 6 meses, exige uma dissociação de movimentos da língua, lábios e mandíbula, o que é importante para a preparação da musculatura da boca para a articulação (fala). É a partir destes movimentos que vão se desenvolver os movimentos da fala, pois para falarmos bem também é preciso a participação de todas as partes citadas.
Devemos estimular a alimentação com diferentes consistências desde cedo, como forma de fortalecer a musculatura orofacial e proporcionar o desenvolvimento harmonioso da face. A preferência por alimentos macios pode estar relacionada à redução da força dos músculos da mastigação, consequentemente a dificuldades na fala.

Dicas: - Não triture ou liquidifique os alimentos, esmague com garfo.
- Estimule a mastigação, dê o exemplo.
- Deixe a criança se alimentar sozinha.
- Estimule a criança a comer todos os tipos de alimento, assim sua mastigação será eficiente e vocês provavelmente não terão problemas de alimentação!
- Busque orientação com um Fonoaudiólogo e/ou Nutricionista.

Renata Veronese
Fonoaudióloga CRFa 9399RS

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Relação entre fala e escrita

Atualizado 03/02/2019

O desenvolvimento da linguagem na criança ocorre de forma gradual e constante e, aos cinco anos de idade, a criança já deve ser capaz de falar adequadamente todos os fonemas (sons) da língua portuguesa. Nesta idade ela ingressa em outra importante fase de seu desenvolvimento: a aquisição da linguagem escrita.
O domínio da escrita ocorre de forma semelhante e dependente da linguagem oral.
Neste processo, a criança conhece a relação dos sons da fala com seus símbolos gráficos (letras) e passa a reconhecê-los, por exemplo, em seu próprio nome.
Quando a criança inicia o processo de alfabetização apresentando trocas na fala que não são mais esperadas à sua idade, comumente ela transfere estes mesmos erros para a escrita. Isso porque nosso processo de alfabetização tem na fala um importante apoio. É só lembrarmos como até hoje, quando temos dúvidas na forma correta da grafia de uma palavra, a pronunciamos em voz alta, na tentativa de transcrever o que ouvimos.
Assim como nenhuma criança nasce sabendo falar, o mesmo é para escrever.
Erros na escrita são esperados nos primeiros anos da alfabetização, porém, a partir dos 9 anos de idade a criança deve apresentar um processo de escrita mais organizado e com pouquíssimas trocas. Casos em que estes erros persistem ao longo dos anos e de forma intensa devem ser investigados.
O importante é o tratamento precoce de alterações na fala para assim, evitar alterações na aquisição da linguagem escrita. Fonoaudiólogos e psicopedagogos são alguns dos profissionais que podem auxiliar na superação das dificuldades na escrita.

Renata Veronese
Fonoaudióloga CRFa 9399RS

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Problemas na voz da criança

Atualizado 03/02/2019

A disfonia infantil é definida como um distúrbio em que a voz das crianças tem o seu papel comunicativo prejudicado, comprometendo a mensagem verbal e emocional.
Está incluída nos distúrbios da comunicação e é comum coexistir com outros distúrbios, como perturbações da linguagem, perturbações fonéticas e problemas de audição.
Algumas das crianças com distúrbios vocais são caracteristicamente hiperativas, agressivas, com tendência à liderança, falam excessivamente e com intensidade forte (gritos). Também apresentam um perfil emocional de uma criança ansiosa e agitada.
A rouquidão é o sintoma mais comum nos quadros de disfonia, e pode ser decorrente de abuso vocal, uso inadequado da voz ou associado às alterações de vias aéreas superiores (problemas respiratórios).
As lesões laríngeas mais comuns na infância são os nódulos vocais, lesões estritamente relacionadas com o comportamento vocal abusivo e que caracterizam uma disfonia orgânico-funcional.
É necessário estar atento aos sintomas como rouquidão frequente, “veias” saltadas do pescoço no momento da fala, esforço vocal, e até perda da voz. Ao notar qualquer um destes sintomas é importante que a criança realize uma avaliação com médico otorrinolaringologista ou procure o fonoaudiólogo, que são os profissionais aptos a conduzirem orientações e o tratamento adequado dos distúrbios vocais.

Renata Veronese
Fonoaudióloga CRFa 9399RS

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Dificuldade na pronúncia do “r”

Atualizado 03/02/2019

A queixa mais comum no consultório de fonoaudiologia infantil é a dificuldade na pronúncia do fonema “r”. Na língua portuguesa, o fonema “r” (de parede) é, normalmente, o último som que as crianças aprendem a falar. Isso porque a sua produção requer uma habilidade motora maior do que a necessária para a produção de outros fonemas. A ponta da língua toca o céu da boca, atrás dos dentes, num leve movimento vibratório que algumas crianças só conseguem realizar um pouco mais tarde.
De acordo com a literatura atual, em torno dos 4 anos de idade toda criança já deveria produzir este fonema. Inicialmente o fonema é adquirido entre vogais, ex: morango, e após em encontros consonantais, ex: prato. Substituições e omissões não são comuns após esta idade, e devem ser corrigidas para evitar dificuldades de aprendizagem (leitura e escrita).
Durante a fase de aquisição, são normais trocas do tipo “Cebolinha” (gilafa), vibração exagerada (corrrrroa), substituição (cenouia). Tais comportamentos linguisticos variam em cada criança, e diversos fatores interferem na aquisição do “r”, como respiração, tonicidade de língua, arcada dentária, assim como hábitos nocivos aos órgãos fonoarticulatórios (bico, mamadeira, sucção digital).
É importante realizar uma avaliação com Fonoaudiólogo para orientação e se necessário fonoterapia.
Ah, se você é adulto e tem dificuldade em produzir o fonema “r” a Fonoaudiologia pode te ajudar também! ;)

Renata Veronese
Fonoaudióloga CRFa 9399RS